Espiritualidade

Os sete chakras principais e o que cada um representa

Da base ao topo da cabeça: cores, elementos e temas associados aos centros de energia da tradição indiana.

Equipe Esoverso

3 min de leitura

Chakra é uma palavra em sânscrito que significa “roda” ou “círculo”. Nas tradições do yoga e do tantra da Índia, os chakras são centros de energia sutil distribuídos ao longo da coluna, por onde circularia a força vital. O sistema mais conhecido no Ocidente fala em sete chakras principais, da base da coluna ao topo da cabeça, cada um ligado a um tema da experiência humana.

De onde vem o sistema dos sete chakras

Os textos indianos descrevem diferentes sistemas, com números variados de chakras. O modelo de sete centros que se popularizou vem principalmente de um texto tântrico do século XVI, o Ṣaṭ-cakra-nirūpaṇa, traduzido para o inglês em 1919 por John Woodroffe, sob o pseudônimo Arthur Avalon, no livro The Serpent Power.

Muitas associações hoje comuns, como as cores do arco-íris para cada chakra e a ligação com glândulas do corpo, foram acrescentadas no Ocidente ao longo do século XX. Elas não estão nos textos originais, mas se tornaram parte da linguagem atual da espiritualidade. Vale conhecer as duas camadas: a tradição indiana e a leitura moderna.

Pensar nos chakras é pensar na pessoa como uma escada: do chão que sustenta ao céu que inspira.

Os sete chakras

1. Muladhara, o chakra da raiz

Fica na base da coluna. Associado ao elemento terra e, na leitura moderna, à cor vermelha. Seu tema é a segurança: o corpo, a sobrevivência, o sustento, o sentimento de pertencer a um lugar. Quando está em equilíbrio, traz estabilidade; quando não, medo e sensação de desamparo.

2. Svadhisthana, o chakra sacral

Logo abaixo do umbigo. Elemento água, cor laranja. Ligado ao prazer, à criatividade, à sexualidade e às emoções. Em equilíbrio, favorece a fluidez e a alegria de viver; em desequilíbrio, culpa ou excessos.

3. Manipura, o chakra do plexo solar

Na altura do estômago. Elemento fogo, cor amarela. Seu tema é o poder pessoal: vontade, autoestima, capacidade de agir e de dizer não. Em equilíbrio, confiança; em desequilíbrio, insegurança ou necessidade de controle.

4. Anahata, o chakra do coração

No centro do peito. Elemento ar, cor verde. É o ponto de encontro entre os três chakras de baixo, mais ligados à matéria, e os três de cima, mais ligados ao espírito. Seu tema é o amor, a compaixão, o perdão e a conexão com os outros.

5. Vishuddha, o chakra da garganta

Na garganta. Elemento éter, ou espaço, cor azul. Ligado à comunicação, à expressão verdadeira e à escuta. Em equilíbrio, fala clara e honesta; em desequilíbrio, dificuldade de se expressar ou fala excessiva.

6. Ajna, o chakra do terceiro olho

Entre as sobrancelhas. Cor anil. Associado à intuição, à imaginação, à percepção sutil e à clareza mental. É o centro do discernimento, que permite ver além das aparências.

7. Sahasrara, o chakra da coroa

No topo da cabeça. Representado por um lótus de mil pétalas e, na leitura moderna, pela cor violeta ou branca. Ligado à espiritualidade, à transcendência e à sensação de unidade com algo maior.

A ideia de equilíbrio

Na linguagem atual, fala-se em chakras abertos, bloqueados ou desequilibrados. A ideia central é que os sete centros funcionam juntos: de pouco adianta buscar espiritualidade na coroa se a raiz, que dá segurança e chão, está frágil. Muitas tradições de yoga trabalham de baixo para cima justamente por isso.

Práticas simples

  • Respiração consciente, levando a atenção a cada chakra, da base ao topo, por alguns ciclos.
  • Posturas de yoga ligadas a cada região: posturas de pé para a raiz, aberturas de peito para o coração.
  • Entoar os sons tradicionais de cada chakra, chamados bija mantras: LAM, VAM, RAM, YAM, HAM, OM e silêncio.
  • Diário de autoconhecimento: perguntar qual tema dos sete está mais presente na sua vida agora.
  • Lembre que práticas energéticas complementam, mas não substituem, cuidados médicos e psicológicos.

Para refletir

Seja qual for a sua visão sobre energia sutil, o sistema dos chakras oferece um mapa útil para pensar a vida em camadas: segurança, prazer, poder, amor, expressão, intuição e sentido. Olhar para cada uma delas, sem pular etapas, é um bom caminho de autoconhecimento.

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