Entendendo as Implicações Internas da Magia Negra
Por Robson Belli
Em um mundo onde as práticas ocultas muitas vezes se entrelaçam com crenças espirituais variadas, a magia dita “negra” onde o termo mais adequado seria magia negativa ou entrópica, destaca-se como um campo carregado de mal-entendidos e concepções errôneas. Muitos abordam esta forma de magia sob o prisma da lei do retorno ou do karma, mas não é preciso acreditar nessas leis para compreender as implicações profundas e diretas dessa prática, especialmente sobre quem a executa.
Ao se engajar neste tipo de magia com o objetivo de prejudicar outrem, o praticante inicia um processo de autocontaminação. Esta contaminação é essencialmente uma poluição do ser interior – a mente, o coração e o espírito. Ao canalizar energias negativas, o praticante não apenas as direciona para seu alvo; ele também as incorpora em seu próprio ser. Essa incorporação não é um ato superficial; é uma alteração profunda que afeta a essência do indivíduo.
Essa alteração manifesta-se de várias formas. Inicialmente, pode ser notada uma mudança na percepção e no comportamento do praticante. Pensamentos negativos tornam-se mais frequentes e intensos, emoções como raiva, inveja ou ressentimento se intensificam, e, em alguns casos, até mesmo a saúde física pode ser afetada. Essas mudanças não são meras coincidências, mas reflexos diretos da energia que o praticante escolheu manipular.
Além disso, ao se abrir para energias negativas, o praticante pode inadvertidamente atrair entidades ou forças que vibram nessa mesma frequência. Essas forças podem influenciar ainda mais o seu campo energético, levando a um ciclo vicioso de negatividade e desequilíbrio. Neste ponto, o praticante não apenas se torna um veículo para a energia negativa direcionada a outros, mas também um imã para energias similares.
Importante ressaltar que, mesmo sem acreditar em conceitos como karma ou retorno, as consequências dessa prática são reais e tangíveis. O praticante se torna, ele mesmo, um reservatório de negatividade, afetando não apenas seu bem-estar espiritual, mas também aspectos práticos de sua vida, como relacionamentos e oportunidades.
Por fim, é crucial entender que, enquanto o alvo do feitiço pode ser afetado pela energia negativa enviada, o praticante também permanece vinculado a essa energia. Ela não se dissipa com a conclusão do feitiço; ao contrário, permanece como uma marca indelével, afetando profundamente o praticante em vários níveis.
A prática da magia negativa é muito mais do que um ato de enviar energia prejudicial, um espirito ou um demonio a um alvo. É um processo que começa e termina com o praticante, afetando-o em níveis profundos e duradouros. Portanto, antes de se engajar em tais práticas, é essencial ponderar não apenas sobre o impacto no alvo, mas também sobre as consequências pessoais e imediatas que inevitavelmente recairão sobre quem pratica, sem a necessidade de acreditar em ser punido, nada disso.
Mas de o como o próprio praticante fica após este processo, claro que aqueles que optam por este caminho não estão mais preocupados com tais questões e este texto não é para eles, mas este texto é para a pessoa que está adentrando a este caminho, portanto, pense bem, que para jogar sujeira no outro, primeiro você vai ter que se meter com ela! É isso mesmo que você deseja! Se for vá em frente! E boa sorte, pois você vai precisar!
Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.








